• Venezuelano supera drama após imigrar para o Brasil, brilha no beisebol
  • Iniciado por Afonso
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    • Outubro 26, 2019, 23:09:36
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Diante da grave crise política, econômica e social que assola a Venezuela, Kevin Medina e sua mãe, Amyely, tomaram uma decisão ousada. Em novembro, empacotaram as coisas em alta velocidade, deixaram a cidade onde moravam, Valencia, e partiram em direção ao Brasil. Então com 14 anos, ele deixou para trás amigos, escola e parentes, ainda sem entender muito bem o porquê. A mãe, que era professora, não teve muita escolha e preferiu dar prioridade ao futuro do filho.

A primeira parada foi Roraima, a exemplo do trajeto cumprido por milhares e milhares de compatriotas nos últimos três anos para escapar do regime de Nicolás Maduro - segundo o IBGE, havia em 2015 cerca de mil venezuelanos no Brasil; em 2018, chegou a 31 mil.

Graças ao esporte, ambos conseguiram um refúgio. Por já jogar beisebol em seu país natal, Kevin atraiu a atenção de um projeto social da modalidade no Rio de Janeiro. Uilson Oliveira, dono da associação, assinou uma carta-convite para facilitar a entrada de mãe e filho no país.

Alto, longilíneo, Kevin é um bom prospecto como arremessador, sobretudo por seu 1,90m com apenas 15 anos - completados em março. Mas, quando Oliveira o viu, teve um choque. O adolescente estava visivelmente abaixo do peso, pelo menos mais de dez quilos, por causa da dificuldade em obter alimentos na Venezuela. Foi necessário um trabalho para, primeiro, recuperá-lo e, em seguida, desenvolver seu talento.

Em três meses, ganhou 13 quilos e voltou a exibir uma silhueta saudável. Para aprimorar seu arremesso, foi enviado para Marília, no interior de São Paulo, para treinar com um especialista cubano - enquanto isso, Amyely permaneceu no Rio. Em pouco tempo, o braço voltou a ser como era antes. No começo deste ano, ele foi aprovado em uma peneira da MLB (Major League Baseball, a liga profissional dos Estados Unidos), uma das mais ligas do mundo, para treinar no CT que ela ajuda a manter em Ibiúna, no interior de São Paulo.

- Foi muito difícil deixar meu país e deixar minha família. Chorei muito, porque foi muito difícil me despedir - afirmou em entrevista ao GloboEsporte.com.

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